Uma empresa não é uma família, é um empreendimento, que se profissionaliza ou fecha!
Prof. Eduardo G. Klaue
Vamos começar o artigo de hoje, tocando em uma ferida que está exposta em muitas empresas que ainda não conseguiram se desamarrar do velho sistema arcaico patriarcal e familiar... Nossa empresa é uma “família”.
Precisamos retirar esta velha armadura que engessa muitas empresas, grandes ou pequenas, e que faz com que se instale um falso sentimento de família dentro delas.
Ora, ora, empresa é negócio e não família, paga salário e não mesada, quando alguém faz algo de errado vai embora e não ganha castigo. Quando a empresa cresce o dono ou acionistas ficam ricos, o empregado como não é filho, não fica com a herança, quando muito pode se aposentar.
Quem deve vestir a camiseta empresa é o dono ou acionista, o empregado deve vestir o uniforme. É assim que as empresas de sucesso funcionam.
O grande problema, é que algumas empresas, apenas por oferecerem aos empregados certas vantagens, sejam elas financeiras, médicas, de lazer, ou pessoais, acreditam que isto é um grande gesto de solidariedade familiar. Mas não é, e nem deve ser.
Estas atitudes são decisões socioeconômicas tomadas pela empresa que percebe as necessidades de seu quadro de empregados, ou com a finalidade de reter seus colaboradores por outras formas, que não a do salário.
Temos exemplos como o das lojas HM, Casas Bahia, Pernambucanas, e tantas outras grandes, que cresceram vigorosamente em um misto de perfil empresarial/familiar, e quando o seu fundador morreu, as incansáveis disputas familiares e a falta de conhecimento do negócio, às levaram ou a fecharem suas portas ou a serem vendidas para outras.
Elas pareciam navegar em um “Oceano Azul”, mas logo conheceram o “Oceano Vermelho” e profundo que as esperava logo ali.
Isto é uma realidade que muitas empresas chamadas de “familiares ou familiarizadas”, grandes ou pequenas, acreditam que não as afetará, mas com certeza, esta realidade está logo ali, na espreita, a espera de uma oportunidade para aparecer com toda sua força devoradora.
Somente tendo profissionais de qualidade, donos de suas carreiras, que vestem sua própria camiseta, que não se intimidam com a autoridade, que não se envaidecem com elogios ou “quireras financeiras”, que buscam crescer pessoalmente e que o seu sobrenome – e não o da empresa que compra o seu trabalho - esteja sobre a mesa, é que poderemos enfrentar este mundo novo dos negócios.
Mas para que isto aconteça, precisamos de executivos altamente preparados e flexíveis, prontos para enfrentar crises, conflitos, disputas e toda sorte de situações inusitadas e desafiadoras que uma empresa que avança com determinação irá encontrar. Ao contrário, o que era para ser um grande negócio, acaba por cair em terra.
Além de tudo, ele precisa aprender a atrair a boa sorte. Mas isto é uma outra história, que está sendo contata em uma salinha escondida, logo ali.
Um abraço do Klaue!
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Eduardo Klaue é Escritor, Coach, Consultor, Palestrante, Articulista, Estrategista e Conselheiro de Líderes e Gestores Empresariais, Dentro e Fora do Paraná. E-mail: eduardo.klaue@hermeticus.com.br

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