COLUNA DO KLAUE

Para pensar, refletir e quem sabe, mudar os hábitos

Prof. Eduardo G. Klaue

Meus amigos leitores repasso neste artigo algumas belas histórias, perdidas no tempo, mas que nos servem para uma boa reflexão.  
 

“Conta uma lenda da região do Punjab, que um ladrão entrou numa Quinta e roubou duzentas cebolas. Antes de conseguir fugir, foi preso pelo dono do lugar, que o levou diante de um juiz. O magistrado pronunciou a sentença: - Pagar dez moedas de ouro. Mas o homem alegou que era uma multa muito alta, e o juiz, então, resolveu oferecer-lhe mais duas alternativas; receber vinte chibatadas, ou comer as duzentas cebolas. O ladrão resolveu comer as duzentas cebolas. Quando chegou à vigésima-quinta, os seus olhos estavam inchados de tanto chorar, e o estômago queimava como o fogo do inferno. Como ainda faltavam 175, e viu que não aguentava o castigo, pediu para receber as vinte chibatadas. O juiz concordou. Quando o chicote bateu nas suas costas pela décima vez, ele implorou para que parassem de castigá-lo, porque não suportava a dor. O pedido foi aceito, mas o ladrão teve que pagar as dez moedas de ouro. - Se tivesses aceitado a multa, terias evitado comer as cebolas, e não sofrerias com o chicote - disse o juiz. - Mas preferiste o caminho mais difícil, sem entender que, quando se faz algo errado, é melhor pagar logo e esquecer o assunto”.
 

“Conta o Mago Vermelho Serrenda que... Dois importantes fatos nesta vida, saltam aos olhos; primeiro, que cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Segundo, que cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente. Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias. Toda vez que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim que aprendemos com a grande lição da adversidade”.
 

“Um homem foi ao barbeiro. E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele. Falava da vida e de Deus. 'Daí` a pouco, o barbeiro incrédulo não aguentou e falou: - Deixa disso, meu caro, Deus não existe! - Por quê? - Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome! - Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar! - Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é? - Sim, claro! O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, e abaixo do pescoço. Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro: - Sabe de uma coisa? - Não acredito em barbeiros! - Como? - Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas! - Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim! - Ah, então agora, você entendeu”.
 

“Um professor de filosofia foi ter com um mestre zen, Nan-In, e fez-lhe perguntas sobre Deus, o nirvana, meditação e muitas outras coisas. O Mestre ouviu-o em silencio e depois disse. - Pareces cansado. Escalaste esta alta montanha, vieste de um lugar longínquo. Deixa-me primeiro servir-te uma chávena de chá. O Mestre fez o chá. Fervilhando de perguntas, o professor esperou. Quando o Mestre serviu o chá encheu a chávena do seu visitante e continuou a enchê-la. A chávena transbordou e o chá começou a cair do pires até que o seu visitante gritou: - Para. Não vês que o pires está cheio? - É exatamente assim que te encontras. A tua mente está tão cheia de perguntas que mesmo que eu responda não tens nenhum espaço para a resposta. Sai, esvazia a chávena e depois volta.”

Um abraço do Klaue!
_____________________________________________________
Eduardo Klaue é Escritor, Coach, Consultor, Palestrante, Articulista, Estrategista e Conselheiro de Líderes e Gestores Empresariais, Dentro e Fora do Paraná. E-mail: eduardo.klaue@hermeticus.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário