O mercado será dominado por líderes capazes de atrair para si a boa sorte
Prof. Eduardo G. Klaue
Reservo sempre a sexta feira para atender a um grupo especial de pessoas, com as quais troco informações e ideias a respeito de como tornamos nossos trabalhos mais proveitosos e efetivos, para uma melhoria na qualidade de vida de nossa comunidade e crescimento de nossos negócios.
Várias parcerias estão em análise, outras em fase de conclusão, e muitas já implantadas. O que tenho aprendido neste trabalho, é que as pessoas desejam ajudar e participar. O que não querem, é ser utilizadas como escoras somente para a hora difícil, e logo esquecidas quando a coisa se concretiza.
Vejo também, que já estão saturadas de ações imediatistas, que tomam grande vulto inicialmente, mas perduram por pouco tempo por falta de base, por falta de sustentação, por falta de um planejamento consistente que levem a resultados positivos.
Com a aceleração das dificuldades financeiras e de mercado, os atendimentos se ampliam em número e em dimensões. Com isto, tenho observado nos vários segmentos pelo qual tenho passado, que o trabalho de gestão nestes últimos anos tem sido centralizado apenas em pessoas chaves.
Parece que boa parte do empresariado ao invés de aproveitar o momento de prosperidade pelo qual passou o país, acabou ficando acomodado, apenas olhando o aparente crescimento de seus lucros. Isto inibiu o pensamento, as idéias, e a criatividade das equipes para o longo prazo. Parece que as empresas somente pensaram em trabalhar, ao invés de planejar.
No início do mês, fui procurado por alguns empresários da região que possuem filhos na idade entre dezessete e vinte e oito anos, que expressaram suas preocupações quanto ao futuro destes jovens na condução de seus negócios, e na vida pessoal.
Mesmo tendo feito vários cursos de formação, liderança, motivação, oratória e outros, eles acreditam que seus filhos ainda não estão preparados para trilhar uma carreira sólida e vencedora em um momento de grande instabilidade e riscos, onde outros jovens empreendedores bem treinados, “aparentemente saídos do nada” estão prontos para abocanhar boa parte dos negócios daqui para afrente. Isto é uma verdade, pois o dinheiro trocar de mãos de tempos em tempos, faz parte do Mercado competitivo.
Conversando um pouco mais, perguntei a eles se o que buscavam era algo mais, algo que pudesse ter seus resultados observados no decorrer do tempo, algo que ultrapassasse os portões da organização, e que pudesse ser estendido ao seio da sociedade.
Algo que pudesse dar a eles uma percepção não somente financeira, mas também social, moral, psicológica, espiritual, filosófica e coletiva. Em fim, que pudesse ajudá-los a se transformar em “Líderes Magnéticos”. Ou seja, líderes capazes de atuar tanto como estrategistas organizacionais, como pessoas com perfil inovador e holístico, prontos para atuar efetivamente em todos os segmentos da nossa sociedade.
Pessoas capazes de atrair para si a tão sonhada “Boa Sorte”, e com isto tornar sonhos em realidade, dificuldades em oportunidades, desânimo em ousadia. Pessoas que possam cativar e motivar outras pessoas a se tornarem melhores, mais comprometidas e conhecedoras de seus limites e horizontes. Pessoas que não desistem nunca, que estudam, que formulam hipóteses, que colocam projetos em prática. Que discutem e dão opiniões fortes e embasadas, que não se omitem, que levantam e correm enquanto muitos já desistiram.
Pessoas que possam ver atrás da linha do horizonte, que aceitam as experiências da vida como seu melhor aliado, que acreditam que o colher é uma consequência do plantar, que o planejamento se faz a longo prazo, mas que a execução é feita progressivamente. Pessoas com a autoridade de quem tem uma mão apontada para a Terra e a outra para o Céu.
Eles me responderam que era exatamente isto, algo diferente, que fugisse a mesmice e que o progresso pudesse ser observado e sentido a cada momento.
Aceitei o desafio, mas lhes disse que a caminhada para se tornar um “Líder Magnético”, seria longa, difícil, seleta e reservada, não visível aos olhos dos demais. Que as regras seriam rígidas e o caminho estreito, que os jovens precisariam estudar muito, que passariam por diversas provas de desempenho durante os trabalhos, e que somente eles mesmos poderiam garantir a continuidade de sua participação na equipe.
Que o grupo seria pequeno e composto por pessoas que eu escolhesse e acreditasse estarem prontas para chegar até o final da caminhada.
Nesta noite de domingo... Já passam das 03h00min , a chuva cai... O silêncio toma conta do “pensatório”(meu local de reflexão), o balanço na rede me faz refletir sobre a responsabilidade que está a minha frente...Não seriam os primeiros, mas estes pela própria sucessão das coisas, precisam ser diferentes...Ainda mais completos moral, mental, espiritual, sensorial e intelectualmente.
Um abraço do Klaue!
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Eduardo Klaue é Escritor, Coach, Consultor, Palestrante, Articulista, Estrategista e Conselheiro de Líderes e Gestores Empresariais, Dentro e Fora do Paraná. E-mail: eduardo.klaue@hermeticus.com.br

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