A acomodação e o sentimento de estabilidade deixaram as empresas lentas e as pessoas acomodadas. E agora?

     Com certeza o momento pelo qual estamos passando, e que irá se aprofundar ainda por algum tempo, traz temeridade e insegurança para o mercado e para as pessoas.

     A mudança forçada de comportamento da população, aliada ao descontrole do sistema econômico, pode acabar trazendo consigo o amargo sentimento de que tudo pode estar desmoronando.

     Mas por outro lado, a acomodação e o sentimento de estabilidade acabaram deixando o mercado lento e incapaz de perceber as necessidades de mudanças, tornando as pessoas acomodadas. Não podemos deixar de saber que mudanças profundas irão acontecer.

     Não foram poucas às vezes em que deixei a sala de uma empresa, totalmente descontente com a falta de foco e perda de tempo em reuniões que precisavam ser decisivas e rápidas. Também não foram poucas às vezes em que os líderes perceberam a necessidade da mudança e resolveram apostar na eficácia do foco na tomada de decisões.

     Agora mais do que nunca, mãos e pés cravados em posições confortáveis e seguras, e até então totalmente certos de que poderiam fazer tudo sozinhos, buscam encontrar saídas através da reflexão criativa. Buscam, mesmo que com algum atraso, descobrir os perigos e oportunidades de um mundo novo que se abriu em um piscar de olhos.

     Temos realmente um problema. E a forma com que atuarmos deverá ser decisiva para a manutenção, crescimento ou extinção de nosso negócio.

     Todos nós sabemos que em mar sem ondas qualquer vento leva o barco à frente, e foi assim que vivemos por mais de uma década. Agora o mar está com correntes fortes e ondas que sacodem as embarcações. A velha fórmula de fazer as coisas não irá mais funcionar. A supremacia do pirata de um olho só e sua embarcação de madeira está ameaçado pelo marinheiro que se apresenta em uma embarcação mais leve, mais veloz e com novas tecnologias.

     O sucesso ou o fracasso de nossos empreendimentos não dependem mais do mercado que conquistamos nem do poder que construímos. Tudo pode crescer, tudo pode ruir, a menos que saibamos perfeitamente quem somos e quem são “eles”.

     Nas crises o dinheiro muda de mãos em uma velocidade impressionante, principalmente devido a acomodação dos líderes e a forte preparação e desejo de crescer dos anônimos. Anônimos, que só esperam a hora em que sua capacidade de visão sistêmica e a percepção criativa sejam necessários para revolucionar  o mercado.

     Um lendário general chinês, de 600 a.C, cujo os ensinamentos hoje norteiam as estratégias de grandes corporações, já dizia... “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas... Sun Tzu”

     As batalhas estão ai, o véu translúcido que encobria a nova ordem natural das coisas não pôde ser transparente para muitos que se recusavam em ver. Para outros sim, que preparados estão às portas das cidades.


Um abraço do Klaue.

Nenhum comentário:

Postar um comentário