Na crise, uns usam as mentes e as mãos para trabalhar e ganhar dinheiro, outros, para dedilhar no celular

     Amigos leitores, a todo o momento vemos nos meios de comunicação notícias sobre a grande crise que está começando a abalar o Brasil. E isto é uma coisa grave e verdadeira.

     O problema é que muita gente como não passou por isto, acredita que é tudo brincadeira que logo vai passar. Então continuam a dedilhar o celular, como se isso pudesse salvar sua pele logo mais a diante. Vai ser uma decepção danada, quando a ficha começar a cair...Quando o celular ficar obsoleto e o novo custar o olho da cara,  quando a cerveja no barzinho precisar ser trocada pelo pão da padaria, quando o combustível começar a abalar o orçamento de casa, quando o crédito minguar, quando o parcelamento tiver  juros altíssimos e outras coisas mais.


     Não estou sendo alarmista, mas me preocupo quando vejo tantas pessoas vivendo no mundo da Lua, hipnotizados pela ilusão da vida fácil da telinha de um  celular, como se não percebessem  as coisas que estão acontecendo ao seu lado.

     Talvez as facilidades de um mundo estabilizado acabou criando um exército de pessoas alienadas, incapazes de sair do seu mundinho restrito e limitado.

     Passamos a perceber que algumas pessoas correm abraçadas em seus cofrinhos de moedas com medo de que alguém os tome, fechando os braços as riquezas infinitas que o mundo pode lhes oferecer. Vão para a praia com um baldinho, cavoucam a areia com uma pazinha, constroem seus castelos sob a proteção de um pequeno guarda-sol. Na verdade, ficam tão fechadas no mundo em que vivem, que acabam se tornando escravos dele... Sentados a beira-mar, estavam o mestre e seu melhor discípulo a conversar sobre as coisas da vida. O jovem desejando saber o que havia depois da linha  do horizonte perguntou ao mestre:  - Mestre, o que existe além do horizonte,   só vejo água embora muitos digam que lindas terras existam por lá? Tenho subido no topo das árvores e das montanhas mas continuo apenas vendo água.

     O mestre fazendo três círculos na areia com os dedos, respondeu: - Meu filho, veja que quando fiz o primeiro círculo, a areia ficou dividia entre dentro e fora, no segundo ela continuou na mesma situação, apenas um pouco mais dentro e menos fora. No terceiro círculo novamente se repetiram as outras duas situações, apenas  ampliando o espaço de dentro e diminuindo o de fora. Na verdade, a linha do horizonte não existe, o que existe mesmo é uma limitação de nosso campo de visão.

     Vendo que o discípulo ficara ainda confuso o mestre contou-lhe uma  pequena parábola: “ Numa granja uma galinha se destacava entre todas as outras por sua coragem, espírito de aventura e ousadia. O dono porém, não apreciava estas qualidades e estava aborrecido com ela.

     Um belo dia, o dono fincou um bambu no meio do campo, arrumou um barbante de aproximadamente dois metros e amarrou a galinha a ele.  Desse modo, de repente, o mundo tão amplo que a ave tinha, foi reduzido a exatamente aonde o barbante lhe permitia chegar. 

     Ali, ciscando, bebendo a água e comendo o milho que todo o dia na mesma hora o homem lhe colocava, estabeleceu sua vida.  Dia após dia acontecia o mesmo, e ela passou a gostar daquela vida. Quando uma outra galinha se aproximava de seu raio de atuação ela a espantava com voracidade. De tanto andar nesse círculo, a grama que era verde foi desaparecendo e ficou somente terra. Do lado de fora, onde a galinha não podia chegar existia muita grama  enquanto que dentro, cada vez mais terra.  Logo nenhuma galinha mais,  passou por perto dali.

     Depois de um tempo o dono se compadeceu  e cortou o barbante que a prendia pelo pé.

     Agora estava livre, mas era tarde demais. O horizonte seria o limite, poderia ir onde quisesse, mas estranhamente a galinha mesmo solta, não ultrapassava o limite que ela própria havia feito, e então veio a morrer de fome, pois já não ousava mais buscar seu próprio alimento.  O discípulo então entendeu a mensagem do velho mestre”.

     É claro que a sociedade não é igual, as pessoas não são iguais e os resultados no futuro também não serão iguais. Na crise, uns usam as mentes e as mãos para trabalhar e ganhar dinheiro, outros, para dedilhar no celular. Que cada um faça seu círculo...sua escolha. O tempo urge!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um abraço do Klaue!

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