As coisas já andam complicadas demais por aí, e para apimentar um pouco mais a situação, as pessoas parecem que desaprenderam a viver as coisas simples da vida, e passam a dar muita complexidade as situações do dia a dia.
Tem gente que passa o dia inteiro correndo de lá para cá e na realidade de efetivo não faz nada. Vai desde a arrumação de uma casa, passando por estacionar o carro em uma rua movimentada, até a programação da viagem tão sonhada.
É muita enrolação e pouca ação. É reunião para marcar outra reunião, uma pré-visita para marcar a visita oficial, um pré-teste para depois fazer o teste e coisas assim.
Depois dizem que os antigos não sabiam das coisas. Diziam eles... “não podemos dar o passo maior do que a perna, não contar com os ovos antes da galinha, visita boa é a que não se acampa na casa da gente, coma mas deixe um pouco para amanhã, a ambição cerra o coração, cavalo dado não se olha os dentes, a justiça tarda mas não falha, a ocasião faz o ladrão, ainda que mude a pele a Raposa, seu natural desponta, antes só do que mal acompanhado, as paredes têm ouvidos, é tarde para economia, quando a bolsa está vazia, em terra de cegos, quem tem um olho é Rei e outros”.
Com certeza, muitos problemas de nosso dia a dia poderiam ser resolvidos com maior tranquilidade se buscássemos as soluções simples, e a sabedoria dos antigos. Problemas, como o desta história a baixo, que de uma forma simbólica pode nos ajudar a refletir sobre muitas coisas.
Contam que...“Um rei recebeu como obséquio dois filhotes de aves de caça e os entregou ao mestre da "cetreria" para que os treinasse para a próxima temporada. A caça era o entretenimento preferido dos nobres da época, enquanto esperavam por alguma guerra.
Passados alguns meses, o instrutor comunicou ao rei que uma das aves já estava com toda sua performance de caça pronta para ser testada, mas que a outra ave não tinha se movido do seu galho desde que tinha chegado ao palácio A situação estava a tal ponto de que tinham que lhe alcançar a comida, para que não morresse de fome.
O rei, um sujeito muito hábil, mandou chamar curandeiros e até Magos para que verificassem qual o problema com a ave, mas de nada adiantou, ela não saía do lugar... .
Pelas janelas dos seus aposentos o monarca podia ver o pássaro imóvel no galho, e mesmo que sua pose fosse autêntica e seu corpo delineado, faltava-lhe a qualidade principal que era voar.
Publicou por fim um anúncio entre seus súditos procurando alguém que ensinasse o pássaro a voar. Na manhã seguinte, viu a ave voando agilmente pelos jardins!
– Traga-me o autor desse milagre! Quero recompensá-lo e aprender sua técnica mágica - disse o rei. Quando o sujeito é apresentado, o rei lhe pergunta: – Como conseguiste? Tu és mágico, por acaso? E o homem respondeu: – Não alteza, apenas aprendi com meu velho pai que se cortasse o galho onde a ave se agarrava, ela só teria um alternativa...voar”.
E assim é nossa vida, complicamos demais as coisas e depois sofremos com as consequências do que nós mesmos originamos.
Um abraço do Klaue!

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