Pai rico... filho pobre!

     Cada vez que ouço aquela história... -  “Dou tudo para meus filhos porque eu não tinha na infância” ou “ os amigos ganham de tudo, e não posso deixar meu filho ficar para trás” -. Fico até arrepiado com isso. Pensando assim, posso afirmar que por mais rico que você seja, terá uma imensa chance de ter seus filhos e netos pobres no futuro. Ainda, se tudo não se perder no decorrer de sua velhice, quando perder as forças e o raciocínio para administrar seu patrimônio.
     É claro que ajudar os filhos é importante. Ajudar, mas não, levá-los nas costas. Quem faz isto, com certeza está preparando alguém para no futuro jogar tudo o que você construiu pela janela. E é claro, outros mais preparados, que já sabem o valor que o dinheiro tem, estão loucos para virem de baixo e mudarem de padrão substancialmente, às custas de um “deslumbrado otário que só quer aproveitar a vida”.
 
     Você pode até ficar bravo comigo por falar isso, mas não posso contar o número de vezes em que sou chamado para ajudar pessoas a entenderem esta situação. A matemática é simples; Quem nada tem, e se prepara, só tem a ganhar. Quem muito tem e não prepara seus sucessores, só tem a perder.  A forma é matemática, mas a essência é mental e comportamental.
 
     Acredito que o jovem da história a baixo - que recebi de um colaborador- terá grandes chances da fazer a coisa certa.
 
     Contam que... “Um rapaz foi ter com a mãe e entregou-lhe um papel. Depois de limpar as mãos ao avental, a mãe começou a lê-lo: Por cortar a grama, R$50,00. Por limpar o quarto esta semana R$30,00. Por ir levar um recado à loja, R$ 5,50. Por tomar conta do meu irmão, R$ 35,00. Por pôr o lixo lá fora, R$ 10,00. Por trazer boas notas, R$ 55,00. Por limpar e varrer o quintal, R$ 22,00. Total da dívida: R$ 207,50.
 
     A mãe ergueu o olhar e ele ficou ali, à espera. Ela pegou o papel, e escreveu: Nove meses em que te transportei quando estavas dentro de mim, de graça. O tempo em que estive sentada a teu lado a tratar-te, e em que rezei por ti, de graça. Todas as lágrimas que me fizeste chorar ao longo dos anos, de graça. Todas as noites povoadas de medo e preocupações quando te esperava voltar das festas, de graça. Por brinquedos, comida, roupa, e até por te assuar o nariz, de graça, meu filho. E depois de somar tudo, o amor verdadeiro também é… de graça”.
 
     Quando o filho leu o que a mãe escreveu, os olhos encheram-se de lágrimas. Olhou de frente para ela e disse: “Mãe, amo-te muito.” Depois, pegou na caneta e em grandes letras escreveu: “CONTA SALDADA”.
 
     É meu amigo leitor, muitas vezes enchemos nossos filhos de dinheiro, facilidades e presentes, achando que estamos fazendo o bem para eles. Mais tarde, quando chegar a hora deles administrarem suas próprias vidas, talvez não tenham aprendido o valor real das coisas. Assim, uma vida inteira que construímos, pode sair ligeirinho por um ralo qualquer. Vale a pena refletir... E agir.

Um abraço do Klaue!

eduardo.klaue@hermeticus.com.br

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