Por Engenheiro José Antonio Uba
Vocês já devem ter ouvido falar que os aviadores da FAB adotaram as palavras “Senta a Pua” como forma de encorajamento e motivação durante a Segunda Guerra Mundial. Da mesma forma, quem viveu nas décadas de 1960 e 1970 deve se lembrar da expressão “Paz e Amor”, que identificava o movimento hippie, que também adotou a expressão “Faça amor, não faça a guerra” para mostrar a revolta dos jovens, principalmente americanos, para com os rígidos conceitos tradicionais da época – particularmente com relação ao modo de vida e à liberdade sexual (ou falta dela) e, ainda, a indignação deles com relação à Guerra do Vietnã.
Na verdade, essas palavras são lemas adotados por esses grupos com o propósito de trazer um direcionamento para seus pensamentos, suas ações e – por que não? – suas vidas.
Quando uma pessoa, um grupo, um povo, uma organização ou uma religião adota um lema, o faz com o intuito de sintetizar o seu pensamento, seus objetivos e suas ideias, servindo como motivação, guia ou rumo para se alcançar o propósito desejado.
Talvez um lema que nós brasileiros mais conhecemos, é “Libertas quæ sera tamen” – “Liberdade, ainda que tardia” – da Inconfidência Mineira, que expressava o desejo dos nossos “Tiradentes” em ter uma pátria livre e que hoje se encontra grafada na bandeira do Estado de Minas Gerais.
Se voltarmos um pouco mais na história e aterrissarmos na França do século XVIII, encontraremos um dos mais significantes lemas da época e que repercute até os dias de atuais: “Liberté, Egalité, Fraternité” – “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”–, o lema usado pelos revolucionários franceses que discordavam do cenário político e social da época, que privilegiava o clero e os nobres e que culminou com a Queda da Bastilha.
Mas os lemas não são só motivadores tem tempos de guerras ou movimentos sociais. Eles também são fomentadores de ações que levam as pessoas a praticarem o bem. Como, por exemplo, o lema da Campanha da Fraternidade, que neste ano é “A Criação geme em dores de parto”, em uma alusão às condições atuais de vida em nosso planeta e que procura conscientizar os cristãos a serem pessoas melhores e preservar o planeta Terra. Nos anos 50, o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira criou o lema “50 anos em 5”, uma forma de motivar os brasileiros a se entusiasmarem com as promessas de desenvolvimento do Brasil. No atletismo, temos como lema “Citius, Altius, Fortius” – “Mais rápido, mais alto, mais forte” – como forma de incentivo e motivação para os atletas se superarem nas competições. No Rotary International, organização sem fins lucrativos formada por clubes de Rotary no mundo todo, o lema permanente é “Service Above Self” – traduzido para o português como “Dar de si antes de pensar em si” –, referindo-se à forma como o rotariano deve pensar e agir, sempre procurando ajudar o próximo sem pedir nada em troca.
Os lemas também chegam ao nível do imaginário e da fantasia, que depois se tornam ícones para muitas pessoas que os transformam em lemas reais. É o caso do lema dos três mosqueteiros – “Um por todos, e todos por um” –, idealizado no romance de Alexandre Dumas, ou até o lema do Tio Patinhas (por muitos desconhecido), “Trabalhar com muita esperteza”.
Enfim, muitos são os lemas que fazem com que as pessoas se motivem para um objetivo a ser alcançado. Uma pessoa pode adotar diversos lemas em sua vida, desde que eles sejam complementares. O importante é que o lema expresse os sentimentos de uma pessoa ou grupo e que essas pessoas acreditem que ele pode motivá-las à consecução de seus objetivos.
E você, caro leitor, já pensou em ter algum lema ou lemas para motivá-lo a atingir seus propósitos na vida? Eu tenho os meus!
Pense nisso!

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