Por Engenheiro José Antonio Uba
“Alice perguntou ao Gato Risonho: ‘O senhor poderia me dizer, por favor, qual caminho devo tomar?’.
O Gato respondeu: ‘Isto depende muito de para onde você quer ir.’”
Esse trecho de diálogo, escrito no livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (1864), reflete a angústia de muitas pessoas ao se depararem com uma situação na qual elas têm que tomar uma decisão. Nesse caso, o Gato devolveu à Alice a prerrogativa da tomada de decisão, o que a levou a refletir sobre sua pergunta para saber que caminho deveria tomar. Ao se decidir sobre um dos caminhos que tinha como opção, ela assumiu toda a responsabilidade por aquela decisão, pensando que aquele seria o melhor caminho a seguir. O restante da história vocês podem ler no livro, que é muito interessante.
Voltando ao nosso assunto, a tomada de decisão é um dilema que todos nós enfrentamos todos os dias, pois sempre haverá mais de uma opção para tudo o que quisermos fazer.
Quando ainda somos crianças, nossos pais, avós, tios, professores, etc. muitas vezes decidem por nós, visando nos proteger e buscando o melhor para nossas vidas. Depois de uma certa idade, passamos a ser donos de nossos próprios narizes e temos que tomar nossas próprias decisões e escolher os nossos caminhos. É lógico que podemos continuar a ouvir conselhos e opiniões, mas a decisão de que caminho tomar é só nossa.
Mas como podemos saber qual a melhor decisão a ser tomada?
Não sabemos, pois ao optarmos por uma das alternativas que vislumbramos, temos que abandonar as demais e nunca saberemos quais consequências elas trariam. Porém, podemos melhorar a nossa capacidade de tomada de decisão e, para isso, podemos usar alguns procedimentos, que relato a seguir:
1- Percepção do problema: Ter conhecimento real da questão a ser decidida. Nesta fase é muito importante ter conhecimento dos aspectos ambientais que envolvem o problema.
2- Diagnóstico do problema: Fazer uma análise da situação e de possíveis implicações que a tomada de decisão poderá gerar.
3- Definição dos objetivos: Saber o que você realmente pretende com aquela tomada de decisão, ou seja, saber exatamente para onde quer ir.
4- Busca de alternativas de solução: Baseado em conhecimentos, dados, informações, etc., busca-se as soluções mais viáveis para aquele problema.
5- Escolha da alternativa mais adequada: Depois de todas as análises feitas, chegou a hora de se decidir por uma alternativa de solução. Esta é a fase mais difícil, pois mesmo embasado por informações, dados, etc., sempre surgirá a dúvida se aquela decisão é a mais acertada.
Toda decisão implica em um resultado ou uma consequência que devemos avaliar para saber se a nossa decisão foi eficaz ou não.
Acredite, tomar decisões é um processo complexo, onde existem muitos fatores a serem observados e analisados. Por isso, podemos dizer que não existe uma decisão perfeita, o que podemos, sim, é procurar tomar decisões da forma mais racional possível, mesmo sabendo que formas não racionais, como intuição e experiência, podem ajudar a tomada de decisão.
E você, caro leitor, como toma suas decisões?
Pense nisso!

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