Por Engenheiro José Antonio Uba
Estou lendo o livro O Vendedor de Sonhos – O Chamado, de Augusto Cury (Ed. Academia de Inteligência Ltda., 2008), em que ele relata as aventuras de um grupo heterogêneo, cada qual com seus problemas, que segue o Mestre – o vendedor de sonhos – em busca de algo que nem eles sabem o que realmente é. Eu também não sei. Mas posso fazer uma reflexão a respeito do que li.
O Mestre, um maltrapilho, despojado de qualquer vaidade, preconceito ou ambição, tenta passar para as pessoas que a sociedade atual é um grande manicômio global, onde o normal é ser ansioso, estressado, ligado às coisas materiais e o anormal é ser saudável, tranquilo, sereno... E através desse paradoxo, ele procura fazer com que as pessoas façam uma reflexão sobre o mundo atual.
O Mestre, um maltrapilho, despojado de qualquer vaidade, preconceito ou ambição, tenta passar para as pessoas que a sociedade atual é um grande manicômio global, onde o normal é ser ansioso, estressado, ligado às coisas materiais e o anormal é ser saudável, tranquilo, sereno... E através desse paradoxo, ele procura fazer com que as pessoas façam uma reflexão sobre o mundo atual.
Na verdade, ao “vender sonhos”, ele procura ajudar as pessoas a se encontrarem e ajudarem ao próximo. O Mestre faz com que as pessoas repensem seus sentimentos, suas relações, suas atitudes e, através dessa reflexão, busquem uma vida melhor. No livro, o autor retrata diversas situações do cotidiano, mostrando claramente o quanto somos individualistas, egoístas e preconceituosos. O Mestre nos ensina como podemos ser diferentes.
Mas como vender sonhos?
Eu acho que uma boa maneira de vender sonhos é nos relacionarmos bem com as pessoas. Para isso, precisamos ter uma boa base que chamo de “Tripé do Relacionamento” – autoestima, empatia e afetividade.
Não importa o que você é, o que você tem, seu estilo de vida ou qualquer coisa assim, o importante é que sua autoestima esteja sempre em equilíbrio: nem muito alta, para você não se achar superior aos outros; nem muito baixa, para você não se considerar inferior a ninguém. É importante dar valor a si mesmo, respeitando a si próprio, não deixando ser rotulado por ninguém, ser sempre você mesmo, pois o mundo irá cobrar para que você seja um vencedor, mesmo que a vida não lhe ofereça muitas oportunidades para vencer. Sei que muitas vezes não é fácil, mas, como diz o Mestre, nunca desista de seus sonhos. Se você estiver bem consigo mesmo, você será capaz de ter empatia para com a outra pessoa, colocando-se no lugar dela, sentindo o que ela está sentido e conseguindo, assim, entender a outra pessoa, seus sentimentos, suas alegrias e frustrações. Aí, então, você deverá usar o terceiro elemento do tripé, a afetividade. A aproximação com outra pessoa talvez seja o passo mais importante do relacionamento, pois é através do contato e da demonstração de afetividade que conseguimos fazer com que a outra pessoa se sinta bem e nos veja como uma pessoa em que ela pode confiar.
A princípio, parece que estou contradizendo o que li no livro. Mas, não. Apesar de o livro colocar o Mestre como uma pessoa despojada de bens e ambições materiais – ou mesmo um sábio –, isso não quer dizer que temos que ser assim para vendermos sonhos. O livro deixa claro que se nós queremos viver de bem com o mundo, em primeiro lugar, temos que estar bem conosco mesmos. Dessa forma, podemos, sim, vender sonhos a outras pessoas.
O Mestre, que talvez seja um sábio, muitas vezes diz coisas que as pessoas não querem ouvir, mas que, no fundo, gostam de ouvir e é assim que ele vende sonhos.
Extraí do livro alguns versos que o Mestre e seus súditos cantarolavam em suas andanças pela selva de pedras de uma grande metrópole e que mostra o seu desapego para com as coisas materiais:
Sou apenas um caminhante
Que perdeu o medo de se perder
Estou seguro de que sou imperfeito
Podem me chamar de louco
Podem zombar de minhas idéias
Não importa!
O que importa é que sou um caminhante
Que vende sonhos para os passantes
Não tenho bússola nem agenda
Não tenho nada, mas tenho tudo
Sou apenas um caminhante
À procura de mim mesmo.
E você, caro leitor? Já pensou em vender sonhos?
Qualquer que seja a sua resposta, lembre-se do que diz o Mestre:
“Podem me chamar de louco
Podem zombar de minhas idéias
Não importa!
O que importa é que sou um caminhante
Que vende sonhos para os passantes”

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