Sexta-feira


Por Engenheiro José Antonio Uba


Sexta-feira. Eu não diria que esse é um dia especial, mas, no mínimo, é um dia enigmático – ou mesmo polêmico. Mas o que tem por trás desse dia, que é o sexto no calendário gregoriano (atual) e o quinto, se considerarmos os dias de trabalho?
Para o islamismo, a sexta-feira é um dia sagrado. É o dia em que todo muçulmano tem a obrigação de fazer pelo menos a oração do meio-dia em comunidade.
Para os cristãos, a sexta-feira lembra a Paixão de Cristo, data em que
 são lembrados o julgamento, a paixão, a crucificação, a morte e o sepultamento de Jesus Cristo.
Para os místicos, a sexta-feira, principalmente a que coincide com o dia 13, é considerada um dia de azar (ou sorte, para alguns), dia em que as bruxas estão soltas e, se esse dia for no mês de agosto, as coisas podem ficar ainda mais místicas, pois, segundo os supersticiosos, agosto é o mês da inveja. Essa suposição vem da época da criação do calendário romano, quando se instituiu o mês de agosto em homenagem ao imperador César Augusto, que exigiu que esse mês tivesse 31 dias por inveja do mês de julho (que tinha 31 dias e era dedicado Júlio César).
Deixando as crendices de lado, para muitas pessoas, a sexta-feira tem um caráter especial, diferente dos demais dias da semana. Para grande parte dos trabalhadores e estudante, a sexta-feira é o ultimo dia de trabalho da semana, ou, se preferirem, o primeiro dia do final de semana. Infelizmente, para alguns, essa sensação só será sentida no sábado. Para os afortunados, cujo trabalho se encerra às 18h da sexta – ou até antes – esse é o dia em que se planeja e se vislumbra o lazer do final de semana. É o dia em que se começa a relaxar, a desacelerar, a entrar no ritmo do final de semana, afinal, os próximos dois dias serão dias de folga da rotina estressante do trabalho semanal. Para essas pessoas, a sexta-feira chega como um alívio às tensões provocadas pelo trabalho e, se você reparar bem, parece que elas ficam mais felizes quando chega a sexta-feira.
Para a maioria dos jovens (e alguns não tão jovens assim), a sexta-feira é o dia da “balada”, em que quase tudo é permitido – só não pode exagerar, pois o final de semana tem mais dois dias para serem aproveitados. O fato é que, para muitos, a felicidade começa na sexta-feira.
Vendo a sexta-feira de um lado mais profissional, em muitos casos, ela é considerada a data limite para se concluir um projeto, fechar um negócio, tomar alguma decisão, enfim, ela é usada como parâmetro de tempo no planejamento de vida das pessoas, apesar de muitas vezes passar despercebida. Isso é fácil de ser verificado, pois ninguém começa alguma coisa na sexta-feira, apenas o que dá prazer.
A sexta-feira também é o dia da semana em que o rendimento no trabalho é menor, talvez pelo cansaço dos dias trabalhados, ou pela proximidade dos dias de folga já citados anteriormente. De qualquer forma, a sexta-feira é sempre um dia muito aguardado pela maioria das pessoas, independentemente dos motivos que geram essa expectativa.
Talvez vocês estejam se perguntando: mas por que escrever um artigo sobre a sexta-feira? Bom, eu penso que a sexta-feira é um dia cheio de crenças e mistérios e, sendo assim, é um dia que mexe com a nossa imaginação. Não sou supersticioso, mas vejo a sexta-feira como um dia diferente dos outros, um dia em que minhas energias estão quase no fim e, ao mesmo tempo, começo a recarregar as “baterias” para a próxima semana. Não é a toa que o Artigo do Uba é publicado no blog da AESTO nas sextas-feiras.
Contudo, não importa como você vê a sua sexta-feira, aproveite-a da melhor maneira possível. Enxergue-a como o dia para planejar algo legal para o final de semana, ou como o início do descanso semanal, ou simplesmente como o dia para ser feliz. Mas o que importa realmente, é que você tenha uma ótima sexta-feira.

Pense nisso!

Um comentário:

  1. Gostaria de acrescentar algumas palavras no comentário do Uba, quando cita: Para os cristãos, a sexta-feira lembra a Paixão de Cristo, data em que
    são lembrados o julgamento, a paixão, a crucificação, a morte e o sepultamento de Jesus Cristo. E A RESSURREIÇÃO, que é a vitória de CRISTO, sobre a morte, mas é também a vitória da Igreja Apostólica, é inclusive a nossa vitória. Leia Lucas 24, 1-12.
    Um bom dia a todos e que DEUS te abençõe.

    ResponderExcluir