Por Engenheiro José Antonio Uba
Um dia desses, eu estava folheando alguns alfarrábios e anotações que fiz há tempos atrás, quando me deparei com uma frase escrita numa folha de papel, já amarelada pelo tempo, a qual me perguntava: “Quais são meus patrimônios?”.
A princípio, pensei que se tratava de uma relação dos imóveis, veículos e outros bens materiais adquiridos durante minha vida, mas lendo mais abaixo as explicações sobre aquela pergunta, percebi que, na realidade, ela se referia a outro tipo de patrimônio. O patrimônio imaterial, pessoal, psicológico, espiritual, enfim, o patrimônio que eu adquiri como pessoa durante a minha vida. Parei, então, naquela pergunta e comecei a pensar em quais seriam os meus “patrimônios”. Logo veio à minha mente que o primeiro deles é a minha inteligência (o nível de Q.I. não está em discussão), que para a ciência é um legado biológico, herdado de meus pais, mas eu também acredito que foi uma pequena doação que recebi de Deus. Talvez esse seja o maior de meus patrimônios, pois, sem ele, dificilmente eu conseguiria ter os demais. A educação, pensei eu, também é um grande patrimônio que possuo. Todos os ensinamentos que me foram dados por meus pais, professores, parentes, amigos e outras pessoas que, de alguma forma, contribuíram para minha educação, certamente me transformaram em uma pessoa educada (eu acho!).
Juntamente com a educação, adquiri outros patrimônios que considero importantes, como a honestidade, a ética, a valorização e o respeito ao próximo. Esses patrimônios me fazem ser uma pessoa melhor e facilita o convívio com as outras pessoas.
No meu entender, a cultura também é outro grande patrimônio da minha vida, que eu adquiri estudando, me relacionando com pessoas, conhecendo lugares... Esse eu consegui com esforço próprio, por isso, ele tem grande valor para mim.
Um outro patrimônio que me foi dado pelos genes adquirido dos meus pais, com aval da Santidade Divina, é o meu perfil psicológico, que me faz ser a pessoa que sou: calma, tranquila, as vezes nervosa, nunca violenta, um pouco ansiosa, que prefere escutar a falar, perceptiva, com uma pitada de senso de humor, enfim, o Uba que todos conhecem.
Já que estamos falando em perfil, lembrei-me de um outro patrimônio, que adquiri durante minha vida, o qual chamarei de “perfil profissional”. Não me refiro àquele adquirido pela minha formação acadêmica ou pela atividade de trabalho que desenvolvo, mas, sim, àquele que me cobra quando cometo algum erro e me envaidece quando acerto, independentemente do que eu esteja fazendo, por mais simples que seja a atividade. Ou seja, eu primo pela qualidade em tudo que faço.
Talvez algumas pessoas não considerem como patrimônio o fato de eu ter habilidade para praticar diversos tipos de esportes, porém eu considero um bom patrimônio. Não que eu seja um craque nas modalidades de esporte que pratiquei, mas também não fui – e não sou – nenhum “perna de pau”.
Para finalizar o inventário dos “meus patrimônios”, não posso deixar de falar sobre o maior deles, o amor. O amor que tenho pela minha família, pelos meus amigos e outras pessoas de meu convívio, pelas coisas que possuo, pelo lugar onde nasci e me criei, pelo lugar onde moro e outros tantos que conheci, pela natureza, pelo mar, pelos dias ensolarados, pelas noites estreladas e de lua cheia, enfim, amor pela vida.
Não sei se me esqueci de algum, mas esse inventário que fiz já serve para mostrar o quanto sou “rico”, pois o meu patrimônio é incalculável.
E você, caro leitor? Qual é o seu patrimônio? Já fez um inventário?
Pense nisso!

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