Artigo do Klaue


SEGREDO REVELADO


Artigo por Eduardo Gomes Klaue
Contato: eduardo.klaue@hermeticus.com.br

            É claro que neste mundo em que vivemos as oportunidades parecem deslocar-se sempre para onde se tornam mais atraentes e vantajosas suas presenças. Pois uma coisa atrai a outra. Vivemos em um mundo magnético, prova disto é a própria sustentação da terra onde uma poderosa força simpática a ela, lhe promove o equilíbrio, a regularidade e a singularidade.
              Estamos sustentados por uma força invisível, como tantas outras, que de menor intensidade nos cercam a cada momento. Forças que se concentram e se expandem, atraem e repelem, formam e transformam, equilibram e desequilibram. Forças que nos afetam e afetam o meio onde vivemos.  Mas forças simpáticas a cada um. Sejam elas auto-construtivas ou auto-destrutivas. Cada qual conforme a frequência de merecimento de cada um.
           Estaria aí, parte do segredo perdido, não na descoberta do pronunciamento do “Nome”, mas na vibração do “Nome”? De qualquer forma seriam apenas portas que se abrem e se fecham, como se fossem a sequencia de uma senha secreta, oferecida a muitos, mas revelada a poucos.
           Ou talvez apenas a abertura para a descoberta mágica da essência, aquela que possui o poder de perdurar sobre todas as coisas e se transformar a cada momento. Aquela que permite aos aprofundados falar somente a linguagem de cada um em cada momento. Sem revelar nem mais, nem menos, somente o que cada um na hora oportuna possa absorver sem lhe causar estranheza ou não entendimento.
              O que importa, - e para isso, não é preciso muito saber – é que cada qual é igual a cada um, apenas mudando a configuração e a essência do momento. Tornar-se, disforme não significa deixar de existir, significa apenas voltar à forma original. Entre “-1” e “1”, existem infinitos números, como existe infinitas forma entre o disforme e o uniforme.  O que importa é o entendimento do momento, a compreensão do ciclo, e a sabedoria em aproveitar com toda a intensidade e generosidade cada momento.
           E para apresentar a forma mais singela de compreensão da “lógica do ciclo”, usamos uma sábia história de autor desconhecido que conta mais ou menos assim...“Certa vez, uma pequena onda do oceano percebeu que não era igual às outras ondas que via a seu lado e disse:- Como sofro! Sou pequena, e vejo tantas ondas maiores e mais poderosas do que eu! Sou na verdade, desprezível e feia, sem força e inútil... .
            Mas uma grande onda do oceano que  a acompanhava de longe lhe disse: - Tu sofres porque não percebes a transitoriedade das formas, e não enxergas tua natureza original. Anseias egoisticamente por aquilo que não és, e mergulhas em auto-piedade!
            - Mas, se não sou realmente uma pequena onda, o que sou? Replicou a ondinha. - Ser onda é temporário e relativo. Não és onda, és água! Falou com firmeza a grande onda.
            - Água? E o que é água? Perguntou a triste ondinha.
            - Usar palavras para descrevê-la não vai levar-te à compreensão. Contemples a transitoriedade à tua volta, tenhas coragem de reconhecer esta transitoriedade em ti mesma. Tua essência é água, e quando finalmente vivenciares isso, deixarás de sofrer com tua insatisfação... . Após falar isso a grande onda se transformou suavemente em calmaria... .”
            Enquanto acreditarmos que podemos lutar sem o desvelar da essência, nunca chegaremos à vitória final, mesmo que acompanhados por um exército igual a nós. Sozinhos com a essência, nunca estamos desacompanhados, pois ela é o tudo e está em todo o lugar, seja no presente, no passado ou no futuro, no “é” e no “não é”, e em todos juntos ao mesmo tempo. Mesmo sendo água, gelo, ou vapor, sua origem é oxigênio e hidrogênio, pela eternidade.
            A sintonia com a essência nos conduz ao caminho, mesmo que muitas vezes tentemos e achemos que deveríamos seguir por outro. A visão da base da montanha jamais poderá se comparar à do topo desta montanha.  Um abraço do Klaue e uma feliz caminhada a cada um...

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