APEDEUTA E NEFELIBATA
Artigo por José Antonio Uba
Alguns dias atrás, folheando o jornal Gazeta do Povo, deparei-me com uma charge do chargista Pancho, que dizia: “Estude e não seja como eu, um apedeuta e nefelibata”.
Artigo por José Antonio Uba
Alguns dias atrás, folheando o jornal Gazeta do Povo, deparei-me com uma charge do chargista Pancho, que dizia: “Estude e não seja como eu, um apedeuta e nefelibata”.
Confesso que fiquei intrigado com essas duas palavras, que fogem de nosso vocabulário cotidiano e que soam aos nossos ouvidos como palavras ditas incorretamente ou mesmo de baixo calão. Fui, então, ao dicionário para sanar minha curiosidade e fiquei surpreso ao verificar que, talvez eu mesmo fosse um apedeuta, mas, com certeza, não sou um nefelibata.
Apesar de não ser nenhum catedrático, muito menos um preboste, não sou nenhum ignorante linguístico e procuro sempre estar com os pés no chão.
Talvez vocês estejam pensando: “O Uba enlouqueceu”. Mas eu lhes asseguro que não – ainda não! Neste momento em que discutimos se “nós vai pegar os peixe” ou se “nós vamos pegar os peixes”, e em que alguns “doutores” no assunto afirmam que é importante valorizarmos a “expressão popular”, eu me pergunto: de que adianta ensinarmos gramática e linguística às nossas crianças se elas podem falar da forma que quiserem, pois o que importa é “se comunicar”?
Não vou entrar no mérito do que está certo ou errado, apenas coloco essa questão para sua reflexão. Talvez seja melhor ser um apedeuta e viver como um nefelibata.
A propósito, apedeuta é uma pessoa sem instrução, um ignorante, nefelibata é uma pessoa que vive nas nuvens, um sonhador e preboste é o nome dado a um magistrado militar. Vivendo e aprendendo.
Por Engº José Antonio Uba

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