Artigo do Uba



O ENTERRO DO "NÃO CONSIGO"


Artigo por José Antonio Uba


   Talvez alguns de vocês já conheçam esta história, pois ela correu os sites de motivação na web em tempos passados. Mas sempre é bom relembrar histórias interessantes, que nos levam à reflexão de nossas atitudes e comportamento.   Esta história foi contada por Chick Moorman, supervisor de uma escola primária do estado de Michigan, Estados Unidos.

   “Certa vez, estava fazendo uma visita de rotina em uma sala de aula e sentei-me ao fundo para assistir a aula. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno e observei que uma aluna de uns dez anos, sentada mais próxima de mim, preenchia a folha com 'não consigos'.
   'Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base.'
   'Não consigo fazer divisões longas com mais de três números.'
   'Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim.'
   Levantei-me e caminhei pela sala e notei que todos os alunos estavam escrevendo o que não conseguiam fazer.
   'Não consigo fazer dez flexões.'
   'Não consigo comer um biscoito só.'
   A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade e decidi verificar com a professora o que estava acontecendo e percebi que ela também estava ocupada escrevendo uma lista de 'não consigos'.
   Frustrado em meus esforços em determinar por que os alunos estavam trabalhando com frases negativa e não positivas, voltei para o meu lugar e continuei minhas observações.
   Os estudantes escreveram por mais dez minutos e percebi que a maioria encheu uma página. Alguns até começaram outra. Depois de algum tempo, os alunos foram instruídos a dobrar as folhas ao meio e colocá-las numa caixa de sapatos, vazia, que estava sobre a mesa da professora.
   Quando todos os alunos haviam colocado suas folhas na caixa, Donna, a professora, acrescentou as suas, tampou a caixa, colocou-a embaixo do braço e saiu pelo corredor, com os alunos atrás dela.
   Eu os segui. Logo à frente, a professora entrou na sala do zelador e saiu com uma pá. Depois seguiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mais distante do playground. Ali, começaram a cavar. Quando a escavação terminou, a caixa foi depositada no fundo e rapidamente coberta com terra. Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneciam em pé, em torno da recém cavada sepultura. Donna, então, proferiu as seguintes palavras:
   – Amigos. Estamos aqui para enterrar os nossos 'não consigos'! Enquanto estiveram conosco, eles tocaram as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. Seus nomes, infelizmente, foram mencionados por todos em muitos lugares e situações. Porém, chegou a hora de darmos um descanso final a eles, enterrando-os neste local. Na nossa memória deverá ficar a energia de seus primos 'eu consigo', 'eu posso', 'eu vou', e outros da mesma família. Que os 'não consigos' possam descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém.
   Logo após, a professora encaminhou os alunos de volta à sala de aula e promoveu uma grande festa. Como parte da celebração, Donna recortou uma grande lápide de papelão e escreveu as palavras 'não consigo' no topo, 'descanse em paz' no centro e a data embaixo. A lápide de papelão ficou pendurada na sala de aula durante o resto do ano.
   Não foram raras as ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia 'não consigo' e Donna simplesmente apontava para a lápide e imediatamente o aluno se lembrava de que o 'não consigo' estava morto e enterrado. Então reformulava seu pensamento e sua atitude.”
   Assim como a professora Donna e seus alunos, eu também preciso enterrar os meus “não consigos”.
   E você? Que tal enterrar os seus “não consigos” também?

Eng.º José Antonio Uba

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